09 Mar

MEXENDO COM OS TALHERES


O deputado PH acoplou ao seu grupo de apoiamento eleitoral alguns novos integrantes. E um deles é o José Luiz Soares, o Zezo, amigo do deputado federal Hermas Parcianello, do PMDB e ex-diretor geral da Câmara Municipal de Ponta Grossa ao tempo dos ex-presidentes Delmar Pimentel e Valfredo Dzázio.
 
E por falar em Delmar, que é do PDT e Valfredo Dzázio, do PRP é oportuno dizer que, Delmar, não está fazendo esforço algum para deixar o limbo a que foi remetido pelas urnas nas eleições de 2008. Está tratando, sim, de suas atividades particulares, no segmento de transporte de cargas e de uma oficina para caminhões.
 
Já o PRP do vereador Valfredo Dzázio estaria costurando uma aliança com o PDT do senador Osmar Dias. Com isso, e por isso, é de se crer, Valfredo ficaria a cavaleiro em Ponta Grossa e nos Campos Gerais, sendo uma figura graduada no palanque de Osmar.
 
De outra parte, o PTN de José Elizeu Chociai e Edílson Fogaça conversou (via Chociai) com o senador Osmar Dias, em ponte que foi feita pelo prefeito de Londrina, Barbosa Neto, que, diga-se de passagem, está com a imagem ofuscada na Capital do Café.
 
A assinatura da ficha de filiação ao PMDB, feita por Otto Cunha, criou algumas arestas pontuais no partido. O grupo ligado ao ex-deputado Luiz Carlos Zuk, hoje travestido do novo, com o seu filho Zukinho, chegou a considerar um pedido de desfiliação da agremiação.
 
Zukinho é o chefe do Escritório Regional da Secretaria do Trabalho e Emprego, sediada em Ponta Grossa.
 
Otto Cunha, a bem da verdade fez uma meia volta volver, quanto ao PMDB. Nas eleições municipais de 1982, Otto foi candidato a prefeito por uma das sub-legendas do partido. A outra tinha como candidato o professor José Gomes do Amaral, favoritíssimo àquele pleito.
 
E Otto fez campanha junto com José Richa, que foi candidato a governador, João Elísio Ferraz de Campos, candidato a vice-governador e Álvaro Dias, candidato apresentado pelo PMDB para terçar armas com o mito Ney Aminthas de Barros Braga. O PMDB, em 1982, fez barba, cabelo e bigode.
 
De azarão na campanha, Otto Cunha emergiu como vencedor. Foi eleito para um mandato de quatro anos. Acabou ganhando mais dois anos, com a prorrogação dos mandatos de prefeitos. Esperou até o último momento que fosse editada uma norma que garantisse sua candidatura à reeleição. Mas essa não veio.
 
Optou então, em 1988, em apoiar a candidatura de um jovem empresário chamado Pedro Wosgrau Filho, que partiu de um patamar de menos de dois por cento de intenção de voto para derrotar o então todo-poderoso Djalma de Almeida César.
 
Daquela campanha de 1988 há muitas histórias que permanecem vivas na memória de muita gente, dentre elas Maria Isabel Wosgrau.
 
Em 1988, Poe exemplo, Otto e Djalma eram mais do que adversários. E ninguém segredava isso. Vinte e tantos anos depois Otto e Djalma reataram e hoje são bons amigos. Quem acompanhou de perto esse reatamento foi o José Domingos Liévore.
 
Otto e Djalma são filiados, hoje, ao mesmo partido, o PMDB. No passado brigaram pelo comando do partido. No primeiro round o vencedor foi Otto; no segundo a vitória foi de Djalma de Almeida César.
 
É... Política também é História!
Postado por Altair Ramalho as 09:44 Clique aqui para deixar seu comentario