30 Jul
CONVERSA EM BARES
O deputado Jocelito Canto que daqui a seis meses terá o título de “ex” vem empunhando uma armamento de grosso calibre, com mira a laser colocada na testa de seu desafeto preferido, que todos sabem de quem se trata.
Diariamente em seu programa matinal, JC qualifica o seu desafeto de, “mentiroso e vagabundo”. É verdade que, às vezes, o chama de “bonitinho safado”.
Jocelito, talvez sem o saber, se pendurou em um pensamento árabe que diz, na essência : “O sábio que não diz o que sabe, é como a nuvem que passa e não traz chuva”.
De outra parte, espera-se que, a qualquer momento, JC anuncie a sua chapa de candidatos. A princípio isso estava marcado para esta sexta-feira, dia em que Jocelito não apresentou o seu programa de rádio.
Mas, à ultima hora, JC viajou a Brasília, para fazer a tentativa final no sentido de garantir uma candidatura a deputado federal. E para isso conta com a ajuda de ninguém menos do que o ex-todo poderoso José Dirceu, um dos notáveis do PT brasileiro.
E com isso empurrou para o próximo dia 5 de agosto o script que vinha desenhando.
Nesse campo, JC que não tem muitos bons conselheiros deve estar remoendo um provérbio chinês, trazido pelo Herculano Lisboa, que acaba de retornar da China: “Espere o melhor, prepare-se para o pior e aceite o que vier”.
Isso porque, “quem parte e reparte e fica com a pior parte, ou é tolo ou não tem arte”.
Se for derrotado em, Brasília, Jocelito Canto após anunciar a listagem dos seus candidatos garante que formiguinhas estarão batendo de porta em porta para a entrega de santinhos do tipo: “Jocelito apóia esses candidatos”.
A penúltima informação em relação a JC é de que ele se manifestará em favor das candidaturas de Edilson Fogaça, para estadual; Wilson Picler, para federal; Roberto Requião e Gleisi Hoffmann, para o Senado da República; Dilma Roussef, para a Presidência da República.
A dúvida está em decidir entre Beto Richa e Osmar Dias. Quem entrou no circuito para levá-lo ao aprisco de Osmar foi o seu amigo in pectore Roberto Alfredo Pietrobelli Mongruel.
NÓ DE GRAVATA
Neste sábado a Juventude Tucana de Ponta Grossa fará um adesivaço na esquina da Avenida Vicente Machado com a Paula Xavier.
Será realizada uma distribuição de material de campanha, conversa com o povo e a conscientização da importância da participação dos jovens na política.
Vale dizer que o presidente da JPSDB em Ponta Grossa é Rodrigo Mendes, neto do comendador Constâncio Mendes, das antigas Casas Reunidas. O secretário geral é Cristiano Baggio.
Candidato a deputado federal pelo PV, Nivaldo Silva, o Nego, vem fazendo campanha solo, cortando o interior do Paraná, e pernoitando no interior de seu veículo, em postos de gasolina localizados às margens das rodovias.
Com o caixa financeiro a zero, Nego lançou em seus santinhos uma campanha de doação à sua campanha, as quais podem ser feitas em conta aberta do Banco do Brasil – Agência 0030-2 – C/C: 58.668-4.
No âmbito nacional quem vem procedendo dessa maneira é um senador tucano pelo Estado do Amazonas.
O vereador George Luiz de Oliveira, candidato a deputado estadual, escolheu a estratégia de cimentar sua campanha a partir do bairro em direção ao centro. Tem experiência na arte de campanhas eleitorais.
George fará uma dobradinha fechada com o deputado federal André Vargas, que pertence ao PT.
NO ESCURINHO DO CINEMA – O governador Orlando Pessuti está completando quatro meses à frente do Governo do Estado. Em relação a Ponta Grossa, pouco ou quase nada foi feito. Não acreditam? Então como é que está a implantação da Macrorregião dos Campos Gerais? E a revitalização do Aeroporto Sant'Ana? E o início efetivo de atendimento ao público do Hospital Regional de Ponta Grossa? Ah! O governador não havia prometido estadualizar a Efapi?
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10 Jul
DE REPENTE
“DE REPENTE DO RISO FEZ-SE O PRANTO
Silencioso e branco como a bruma
(…)
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
(…)
De repente, não mais que de repente
(…)
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se de vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente”
(VINICIUS DE MORAES)
“Bom dia amigo
Que a paz seja contigo
Eu vim somente dizer
Que eu te amo tanto
Que vou morrer
Amigo... adeus”
O nosso “poetinha” (Vinicius de Moraes) que completaria 100 anos, se vivo estivesse, era um dos preferidos do Jovani Pedro Masini, que, sempre que podia, propunha uma troca com aqueles meninos que, volta e meia, batiam à sua porta pedindo alguns trocados.
E Masini não fazia ouvidos do mercador e nem se zangava com esses meninos. Mas, incontinenti, propunha uma troca justa : cada um deles teria que recitar, não no momento é claro, versos de Vinicius. E ali mesmo entregava cópias de sonetos de autoria do nosso “poetinha”.
A TV Educativa de Ponta Grossa tem em seus arquivos uma bela matéria que foi feita em cima de uma pauta como essa, e que foi sugerida, então, pelo Fernando Durante.
O Jovani Masini partiu, e partiu sem alarde, sem despedidas, como a querer não deixar qualquer tipo de preocupações aos seus amigos, como o Renato Vargas Guasque, o Fernando Barbosa, o Xixo, o Otto Cunha...
De repente, não mais que de repente, a cidade, ao amanhecer deste 10 de julho de 2010, foi sacudida com a notícia para a qual ninguém tinha se preparado: “Morreu o Masini”, dizia ao ouvido de um jornalista do plantão, com voz embargada, a Cléo Teixeira.
E aí o que dizer? É melhor mergulhar no mundo de Vinícius, e lá descobrir que, “sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho mais certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, segue a sua vida, talvez continuemos e nos encontrar quem sabe. Podemos nos telefonar, conversar algumas bobagens... Aí os dias vão passar, meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo... Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão? Quem são aquelas pessoas? Diremos... que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida! Então é preciso cultivar a amizade dia a dia”.
Jovani Masini foi o símbolo da decência dessa pobre política brasileira e deixa uma imensa lacuna na defesa da moralidade pública.
Perdemos uma referência ética e ela faz muita falta pela raridade, à maioria dos políticos brasileiros.
Coerência e integridade, qualidades tão difíceis de se encontrar em um político, e ele tinha em abundância.
Vai, “Italiano”, você fez o melhor, você é o exemplo do bem!
“Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos” (Vinícius de Moraes)
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08 Jul
LANTERNA DOS AFOGADOS
É do notável compositor Herbert Vianna um dos maiores sucessos musicais dos anos 90, “Lanterna dos Afogados”, interpretado pela inimitável banda Paralamas do Sucesso. Em uma de suas estrofes lá está: “Há uma luz no túnel dos desesperados/ Há um cais de porto pra quem precisa chegar”.
E é verdade! O jornalista Flávio Ferreira, da Folha de São Paulo escreve nesta quinta-feira que, “brechas na legislação eleitoral devem permitir que políticos “fichas-sujas” disputem a eleição deste ano e sejam votados normalmente, avaliam procuradores eleitorais e entidades que apoiam a Lei da Ficha Limpa
Para especialistas, a tendência é que as punições aos “fichas-sujas” só ocorram após a votação ou mesmo depois da posse dos eleitos.
Segundo o calendário eleitoral, o Ministério Público e os partidos políticos já podem pedir a impugnação dos registros de políticos “fichas-sujas” à Justiça Eleitoral. Após o início dos processos, o TSE terá até 19 de agosto para decidir sobre as impugnações, segundo a lei.
Porém mesmo os “fichas-sujas” impugnados pela Justiça Eleitoral poderão recorrer ao STF para conseguir liminares que os autorizem a participar do pleito.
A regra prevê que “o candidato cujo registro esteja sub judice poderá efetuar todos os atos relativos à campanha eleitoral, inclusive utilizar o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão e ter seu nome mantido na urna eletrônica enquanto estiver sob essa condição”.
Por isso mesmo, integrantes do MCCE (Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral), um dos promotores da Campanha Ficha Lima, também admitem que dificilmente os “fichas sujas” deixarão de participar das eleições.
Naquela famosa garagem da Rua XV de Novembro, agora com ares de uma construção mais moderna, há muita gente cantarolando a letra daquele velho jingle de campanha, “Joce... Joce... Joce... Jocelito”.
A eventual candidatura de Joce a deputado federal terá o condão de ferir, muito provavelmente de morte, candidaturas como as de Affonso Camargo Neto e Sandro Alex Cruz de Oliveira.
O ferimento em Affonso aconteceria junto ao universo eleitoral de Ponta Grossa, enquanto que, teoricamente, Sandro Alex teria que terçar armas não só em PG como também em Castro.
Nesta quinta-feira, em conversa com um jornalista do plantão, Rubens Bueno, presidente licenciado do PPS estadual, e candidato a deputado federal, contou que cedeu ao também candidato pelo PPS, Sandro Alex Cruz de Oliveira, o número que o identificou nas eleições das quais participou pela conquista de cadeira na Câmara Federal, e que é o 2323.
Ele (Rubens) tomou para si uma outra milhar a 2300. “O Sandro foi nosso candidato a prefeito de Ponta Grossa com o número 23, e como ele passou para o segundo turno entendo que ganhou o direito de acrescentar a outra dezena 23 ao seu número de campanha”.
Rubens acredita que, independente de participar de um chapão com alta densidade eleitoral, o seu PPS tem como meta eleger de 3 a 4 deputados.
Por falar em chapão é oportuno dizer que ele conta com nomes como o de Alfredo Kaefer, 158 mil, 659 votos nas eleições de 2006; Lupion, 122 mil, 859 votos; Dilceu Sperafico, 116 mil, 632 votos; Nelson Meurer, 114 mil, e 99 votos; Luiz Carlos Hauly, 112 mil, 505 votos; Affonso Camargo, 99 mil, 763 votos; Cesar Silvestri, 88 mil, 962 votos; Luiz Carlos Setim, 88 mil, 524 votos; Eduardo Sciarra, 85 mil, 197 votos.
ZOOMBIDOS
Candidato à reeleição, o deputado PH acoplou à sua campanha eleitoral o nome do atual deputado Pedro Ivo, que optou em não participar de um novo banho de urna. Pedro Ivo tem como reduto eleitoral a região de União da Vitória.
PH conseguiu também que o seu fiel escudeiro, Valdenor Paulo do Nascimento, o Cenoura retornasse ao seu aprisco. Agora ele faz dupla com o José Luiz Soares, o Zezo, que, no passado, foi o braço direito do então todo poderoso vereador Delmar Pimentel.
Para a Câmara Federal, o Zezo costuma apoiar o deputado Hermes Parcianello, o Frangão, que é da região de Cascavel.
Cenoura, de outra parte, como os principais integrantes da infantaria de PH está vestindo a camisa da candidatura de Zeca Dirceu, filho do ainda todo poderoso José Dirceu.
Esta não é a primeira vez que Zeca Dirceu enfrenta uma maratona eleitoral.
Então que as cortinas se mantenham abertas!
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06 Jul
OS SÁBIOS DA TRIBO
O deputado Ângelo Vanhoni, referência do PT do Paraná é listado dentre os prováveis eleitos pela coligação PDT/PMDB/PT, mesmo na iminência de ser cristianizado por antigos companheiros seus, de Ponta Grossa, não necessariamente do seu partido, mas também ligados a outras agremiações, e a quem ele abriu portas em Brasília.
E Vanhoni com aquele seu jeitão de caiçara (ele é nativo de Paranaguá) esteve nesta terça-feira em Ponta Grossa, para acompanhar o senador Osmar Dias e a candidata a senadora Gleisy Hoffmann. E foi saudado efusivamente por Osmar.
Por aqui, apesar de todos os transtornos, Vanhoni terá o apoio eleitoral da vereadora Ana Maria de Holleben e de alguns representantes do mundo artístico, muito sintonizados com ele, mercê o seu trabalho para a Cultura.
O octogenário Affonso Camargo Neto, que vai disputar vaga para a Câmara Federal na mesma coligação a que está acoplado o PPS do jovem Sandro Alex Cruz de Oliveira, viu como num passe de mágica, se abrir uma larga avenida eleitoral para si na Região Metropolitana de Curitiba.
Estão fora do jogo pela captura de votos o peemedebista Rodrigo Rocha Loures, elevado à condição de vice na chapa de Osmar Dias, e, também, Gustavo Fruet, aspirante a uma das cadeiras no Senado da República.
Isso sem falar que, Affonso, transita também em um mesmo eleitorado que é afinado com Flávio Arns, que poderia ter sido candidato a deputado federal.
Arns, entretanto, será o companheiro de dobradinha do candidato Beto Richa.
Na Região Metropolitana de Curitiba, aí incluído o colégio eleitoral de São José dos Pinhais, quem teoricamente terá um ganho, também, é o deputado Luiz Carlos Setim, igualmente integrante do chapão do qual faz parte um dos filhos do casal Nilson e Maria Luiza Conceição Cruz de Oliveira.
Ainda em relação a Sandro Alex, ele poderá aumentar a sua participação no deguste de uma fatia maior do eleitorado de Castro, exatamente aquela que estava reservada à reeleição do deputado Gustavo Fruet.
E por falar em Los Hermanos Cruz de Oliveira (Sandro e Marcelo), eles não foram receber o senador Osmar Dias, que lançou âncora em Ponta Grossa nesta terça-feira.
Em compensação alguns enviados especiais da dupla estiveram na sede do Diretório Municipal do PMDB, e teriam (por determinação de Marcelo Rangel) ficado à disposição do senador Osmar Dias.
O empresário Márcio Pauliki também mandou um enviado especial para sentir o clima dessa coletiva do senador Osmar Dias. Atento a tudo que acontecia e sempre manuseando um moderno celular, lá estava o assessor politico de Pauliki, um rapaz de nome André Machado.
Convidado por Roberto Mongruel, para estar presente ao dito evento, o candidato a deputado estadual pelo PSC, Marcos Zampieri não compareceu.
No corredor de acesso à sala onde Osmar Dias se acomodou para a coletiva com os jornalistas (e inclusive alguns não jornalistas) havia uma peça com o seguinte dístico: “O PMDB de Ponta Grossa apóia Pessuti e Requião”.
Como peixe fora d'água, Adilson Berger, amigo in pectore do governador Orlando Pessuti, não estava muito à vontade nesse rapa-pés para o senador Osmar Dias, mas cochichava ao ouvido de um jornalista de plantão que, “política é assim mesmo”.
PAJELANÇA
Enquanto isso, em Curitiba, o candidato Beto Richa desfilava ao lado de José Serra pelo centro político da Capital. Colado ao grupo, o tempo todo, esteve o deputado Plauto Miró Guimarães Filho.
Serra disse no rádio, Rede T, que é dessa forma, no meio do povo, no corpo a corpo que será desenvolvida a campanha, ao mesmo tempo em que reclamou da não participação de sua concorrente nos últimos debates, como aquele que aconteceu com representantes do agronegócio brasileiro.
“O Roberto (Mongruel) é meu amigo de muitos e muitos anos” (Do senador Osmar Dias).
Então que se mantenha na boca do palco!
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05 Jul
PISTON DE GAFIEIRA
Terminou o prazo, às 19 horas desta segunda-feira (05) para o registro de candidaturas às eleições do primeiro domingo de outubro. No que toca a Ponta Grossa e aos Campos Gerais foi levado ao Tribunal Regional Eleitoral, na listagem do PDT, o nome de Roberto Alfredo Pietrobelli Mongruel, a figura mais identificada com o senador Osmar Dias ao longo dos últimos anos por essas paragens.
Roberto Mongruel será candidato a deputado estadual, agora muito mais escolado do que estava nas eleições de 1998, quando pelo PSDB, concorreu a uma cadeira na Assembléia Legislativa do Paraná, rompendo a marca dos 15 mil votos.
E Mongruel, já nesta terça-feira, estará ao lado do senador Osmar Dias, na visita que este faz à cidade, já na condição de candidato a governador pelo consórcio partidário que envolve PDT, PMDB, PT, PSC, PR e PC do B.
Osmar, acompanhado por Rocha Loures, candidato a vice-governador e Gleisy Hoffmann, candidata ao Senado da República, dará entrevista coletiva na sede do Diretório Municipal do PMDB, uma vez que o PDT não tem sede própria em Ponta Grossa.
É claro que, encostado em Osmar Dias ficarão candidatos da coligação às eleições proporcionais como Toninho do Papelão (PMDB), Marcos Zampieri (PSC) e PH, representando o PT.
Aí, em nome da disciplina e da ética partidária, não cabem as figuras de Los Hermanos Cruz de Oliveira, muito embora eles (Marcelo e Sandro) tenham afinidades com o senador.
Ocorre que o PPS, na sua convenção estadual fez a opção pela candidatura de Beto Richa ao Governo do Estado.
Isso significa que terão que ficar longe de Osmar Dias? Evidente que não! Só não podem correr o risco de serem alcunhados de “Silvérios” por parte da outra banda.
E ademais um dos principais assessores do deputado Marcelo Rangel, o Leopoldo Cunha Neto integra a Executiva Municipal do PDT, onde quase conseguiu chegar à presidência.
E então Tonto dá para fazer uma pergunta? Quem é que vai coordenar a campanha de Osmar Dias nos Campos Gerais? Será o PT, de PH? O PMDB de Herculano Lisboa? O PDT de Mongruel? O PSC de Zampieri? O PR de João Barbiero, ou o PC do B?
Não se parece com uma Torre de Babel?
Pois é! E já está em curso um processo de atração junto ao deputado Jocelito Canto para que ele venha a apoiar a candidatura de Osmar Dias. E sem favor algum, de todos esses personagens listados, JC é o que tem a maior densidade eleitoral.
Que tal o Joce apoiando Osmar Dias, a Gleisy Hoffmann, o Requião e o Roberto Mongruel?
Aliás, vale aqui lembrar um grande compositor da MPB, de nome Billy Blanco, autor dentre outras canções da famosa “Piston de Gafieira”, e cantada dentre outros por Silvio Caldas e Moreira da Silva.
“Na gafieira segue o baile calmamente com muita gente dando volta no salão/Tudo vai bem, mas eis porém que de repente um pé subiu e alguém de cara foi ao chão/ Não é que o Doca, um crioulo comportado, ficou tarado quando viu a Dagmar/ Toda soltinha dentro de um vestido saco tendo ao lado um cara fraco e foi tirá-la pra dançar
O moço era faixa preta simplesmente e fez o Doca rebolar sem bambolê/ A porta fecha enquanto o duro vai não vai, quem está fora não entra, quem está dentro não sai.
Mas a orquestra sempre toma providência tocando alto pra polícia não manjar e nessa altura, como parte da rotina o piston tira a surdina e põe as coisas no lugar”.
Nesse enredo, quem é a Dagmar? E o Doca? E o moço que era faixa preta simplesmente?
DA CARTOLA
Está definido o nome daquele que vai ocupar a chefia do Núcleo Regional da Secretaria do Trabalho, Emprego e Promoção Social, que ficou vago com o falecimento do João Henrique Stanislawczuk.
O nome dele é Cezar Pimenta Guimarães, que foi colega de turma do governador Orlando Pessuti.
Cezar Pimenta Guimarães dentre outros cargos que exerceu em Ponta Grossa, na área pública, foi chefe do Núcleo Regional da Secretaria da Agricultura, ao tempo do governador José Richa e do então secretário de Estado da Administração, José Olimpío de Paula Xavier. Sempre militou no PMDB.
É mais uma prova que, Orlando Pessuti faz um governo de amigos, assim como o fez o ex-governador Roberto Requião.
ZOOMBIDOS
Os candidatos do PSDB à Presidência da República, José Serra e ao Governo do Paraná, Beto Richa, iniciarão suas campanhas, juntos, nesta terça-feira, às 12 horas, com uma caminhada pela Rua XV, no Centro de Curitiba.
Não se enganem! O Jocelito Canto ainda não jogou a toalha quanto a sua participação nas eleições de outubro. É verdade que o seu nome não foi levado a registro junto ao Tribunal Regional Eleitoral.
JC tem quase um mês pela frente, estribado na Lei Eleitoral, para “assuntar” sua eventual candidatura a deputado... federal!
O seu partido está fazendo consultas junto ao foro competente. E obtendo sinal verde, o PTB lançará mão da Lei 9.504/97, artigo 56, que aponta: “É facultado ao partido político ou à coligação substituir candidato que tiver seu registro indeferido, inclusive por inelegibilidade, cancelado (o grifo é nosso), ou cassado, ou, ainda, que renunciar ou falecer após o termo final do prazo do registro...
Nas eleições proporcionais, a substituição se efetivará se o novo pedido for apresentado até 60 dias antes do pleito.
Que seja mantida, pois, a iluminação no palco!
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04 Jul
“À LA TYSON”
Aconteceu neste domingo, por volta do meio dia, na pacata cidade de Campo Mourão, no Noroeste do Paraná, e dali foi um vapt vupt para ganhar dimensão nacional.
O jornalista Carlos Nascimento conta que Roberto Requião desembarcou para participar da Festa do Carneiro no Buraco. Ninguém o esperava. No aeroporto apenas os políticos da oposição.
Irritado, Requião observou: “Quando eu era governador, vinha prefeitos e puxa-sacos me esperar, agora só essa turma de bostas por aqui”.
A seguir dirigiu-se aos políticos e tentou cumprimentá-los. Estendeu a mão para Rubens Bueno que lhe respondeu: “não cumprimento canalhas”.
Requião reagiu irado. Avançou sobre Bueno e tentou insultá-lo. Ao chamar o desafeto de fdp, não conseguiu terminar de pronunciar a expressão.
Bueno deu-lhe um soco na cara que o derrubou. Imediatamente amparado pela sua comitiva Requião foi retirado do local.
“É uma coisa desagradável. Arrependido não estou, mas não queria que isso tivesse acontecido. Bueno, que já foi prefeito de Campo Mourão, disse que discutiu outras vezes com o ex-governador.
OUTRO LADO – A assessoria de imprensa de Requião negou que o ex-governador tenha sido agredido por um soco. De acordo com Benedito Pires, que presenciou o tumulto, após a discussão houve um empurra empurra natural.
Em seu twitter, Requião comentou de forma cáustica o incidente. O ex-governador disse que foi arranhado por Bueno e que o presidente do PPS levou uns petelecos.
Requião também gravou um vídeo e disponibilizou na internet com declarações sobre o incidente em Campo Mourão. Nas imagens, o governador se refere a Bueno como “limpinho”, “famoso” e “gata no cio” e dá sua versão sobre o ocorrido.
“Estendi a mão e ele não me deu a mão. Me insultou e, de repente, como uma gata no cio tentou me arranhar. Com facilidade, afastei o pequeno rapaz. Mas ele, histérico, insistiu e levou uns petelecos do pessoal que estava em volta, amigos deles e alguns motoristas que foram me buscar”.
A bem da verdade, não é a primeira vez que Requião se mete em confusões de tal jaez. Uma delas, que também ficou famosa, cantada em verso e prosa em todo o Paraná, se deu quando ele após provocar o empresário Cyro Frare, que tem raízes em Ponta Grossa, foi nocauteado por um potente direito desferido pelo irmão de Cenyr Frare da Cunha e por via de consequência cunhado do ex-prefeito Otto Santos da Cunha.
A cena de pugilato teve como palco um hotel na cidade de Londrina.
Certa vez, também, quando insinuou para o seu então secretário da Agricultura, Osmar Dias (no primeiro governo) que “o saco do chefe era o corrimão para o sucesso...”, Requião esteve a ponto de levar uma no fígado.
Quanto a dupla Requião e Rubens eles não se afinam desde o final de 1989, quando ambos eram secretários de Estado no governo Álvaro Dias.
Rubens Bueno se saíra muito bem na Secretaria da Justiça, Trabalho e Promoção Social, e se viabilizara como candidato à sucessão de Álvaro Dias.
Este, entretanto, resolveu apostar suas fichas na candidatura de Requião, o que efetivamente aconteceu. O que se deu tempos depois, entre Requião e Álvaro, o Paraná inteiro sabe.
Nesse cipoal todo há quem aposte que, Rubens Bueno, que é candidato a deputado federal, pelo PPS, tenha garantido sua eleição.
Então aguardemos a contagem de votos no final da tarde do primeiro domingo de outubro!
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04 Jul
"À LA TYSON"
Aconteceu neste domingo, por volta do meio dia, na pacata cidade de Campo Mourão, no Noroeste do Paraná, e dali foi um vapt vupt para ganhar dimensão nacional.
O jornalista Carlos Nascimento conta que Roberto Requião desembarcou para participar da Festa do Carneiro no Buraco. Ninguém o esperava. No aeroporto apenas os políticos da oposição.
Irritado, Requião observou: “Quando eu era governador, vinha prefeitos e puxa-sacos me esperar, agora só essa turma de bostas por aqui”.
A seguir dirigiu-se aos políticos e tentou cumprimentá-los. Estendeu a mão para Rubens Bueno que lhe respondeu: “não cumprimento canalhas”.
Requião reagiu irado. Avançou sobre Bueno e tentou insultá-lo. Ao chamar o desafeto de fdp, não conseguiu terminar de pronunciar a expressão.
Bueno deu-lhe um soco na cara que o derrubou. Imediatamente amparado pela sua comitiva Requião foi retirado do local.
“É uma coisa desagradável. Arrependido não estou, mas não queria que isso tivesse acontecido. Bueno, que já foi prefeito de Campo Mourão, disse que discutiu outras vezes com o ex-governador.
OUTRO LADO – A assessoria de imprensa de Requião negou que o ex-governador tenha sido agredido por um soco. De acordo com Benedito Pires, que presenciou o tumulto, após a discussão houve um empurra empurra natural.
Em seu twitter, Requião comentou de forma cáustica o incidente. O ex-governador disse que foi arranhado por Bueno e que o presidente do PPS levou uns petelecos.
Requião também gravou um vídeo e disponibilizou na internet com declarações sobre o incidente em Campo Mourão. Nas imagens, o governador se refere a Bueno como “limpinho”, “famoso” e “gata no cio” e dá sua versão sobre o ocorrido.
“Estendi a mão e ele não me deu a mão. Me insultou e, de repente, como uma gata no cio tentou me arranhar. Com facilidade, afastei o pequeno rapaz. Mas ele, histérico, insistiu e levou uns petelecos do pessoal que estava em volta, amigos deles e alguns motoristas que foram me buscar”.
A bem da verdade, não é a primeira vez que Requião se mete em confusões de tal jaez. Uma delas, que também ficou famosa, cantada em verso e prosa em todo o Paraná, se deu quando ele após provocar o empresário Cyro Frare, que tem raízes em Ponta Grossa, foi nocauteado por um potente direito desferido pelo irmão de Cenyr Frare da Cunha e por via de consequência cunhado do ex-prefeito Otto Santos da Cunha.
A cena de pugilato teve como palco um hotel na cidade de Londrina.
Certa vez, também, quando insinuou para o seu então secretário da Agricultura, Osmar Dias (no primeiro governo) que “o saco do chefe era o corrimão para o sucesso...”, Requião esteve a ponto de levar uma no fígado.
Quanto a dupla Requião e Rubens eles não se afinam desde o final de 1989, quando ambos eram secretários de Estado no governo Álvaro Dias.
Rubens Bueno se saíra muito bem na Secretaria da Justiça, Trabalho e Promoção Social, e se viabilizara como candidato à sucessão de Álvaro Dias.
Este, entretanto, resolveu apostar suas fichas na candidatura de Requião, o que efetivamente aconteceu. O que se deu tempos depois, entre Requião e Álvaro, o Paraná inteiro sabe.
Nesse cipoal todo há quem aposte que, Rubens Bueno, que é candidato a deputado federal, pelo PPS, tenha garantido sua eleição.
Então aguardemos a contagem de votos no final da tarde do primeiro domingo de outubro!
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01 Jul
PLANTANDO BANANEIRA
“Eu não sou teimoso, teimoso é quem teima comigo”. Originariamente essa frase foi pronunciada pelo Marechal Castelo Branco, mas ganhou visibilidade quando foi apropriada por Antonio Carlos Magalhães, o ACM, que costumava dizer, também, que “apenas duas siglas pegaram neste país: ACM e JK”.
A teimosia do senador Osmar Dias, que ora estava na trincheira de José Serra, ora no bunker de Lula, o levou, à undécima hora a abrir o sorriso de assentimento para a fantasia do poder, representada pela candidata apoiada pelo campeão de votos, Luiz Inácio Lula da Silva.
Pelo sim, pelo não, entretanto, dificilmente Osmar Dias escapará da adesivação que o remete para o campo dos indecisos, a mesma indecisão que, em 2006, o empurrou para a derrota eleitoral que lhe foi infligida por Roberto Requião.
O mesmo Roberto Requião que, a partir de agora, assume ares de irmão camarada, de olho na conquista de uma cadeira no Senado da República.
Por aqui, em PG, Osmar Dias terá o apoio de Leopoldo Cunha Neto e provavelmente do clã dos Cunhas, mais o Márcio Pauliki, o Roberto Alfredo Pietrobelli Mongruel e outros azes.
Desde a semana passada acompanhando o chove-não-molha protagonizado pelo governador Orlando Pessuti, Márcio Pauliki antecipara a um jornalista do plantão, que apoiaria o nome a ser indicado por Pessuti. E essa figura tem nome: Osmar Dias.
No plano macro, Osmar Dias verá o deputado Abelardo Lupion montando um comitê eleitoral para ele (Osmar) e Serra Presidente.
Abelardo Lupion, a propósito, deu mostras de que não é afinado com práticas democráticas, quando essas não se coadunam com o que ele pensa.
Explica-se: desde sempre Lupion esteve ao lado de Osmar Dias, embalando o sonho de que seria candidato a senador com o apoio de Osmar.
O partido presidido por Lupion, o Democratas, por maioria esmagadora, em votação democrática, optou pelo apoio a Beto rixa, o que desagradou a Lupion.
E até a última hora, o que aconteceu por volta das 18 horas do último dia 30, Lupion tentou de todas as formas levar o partido para o aprisco de Osmar Dias. Uma vez mais foi vencido!.
E já que falamos de Serra, ele deverá lançar âncora no Paraná nesta segunda-feira. O anúncio foi feito pelo presidente estadual do PPS, o ex-deputado Rubens Bueno.
Em conversa com um jornalista do plantão Rubens Bueno contou que, para as eleições proporcionais, no naipe de candidaturas à Assembléia Legislativa, o PPS vai de chapa própria, o que não ocorrerá com os candidatos a deputado federal.
Rubens Bueno também abordou um tema candente, que passa pela fidelidade e ética partidária. “Aquele integrante do PPS que não seguir os mandamentos de resolução aprovada pelo partido irá para as barras do nosso Conselho de Ética”.
PONTA GROSSA LÁ
O nome do advogado Roberto Antonio Busato, ex-presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil foi escolhido pessoalmente pelo deputado Gustavo Fruet para ser um de seus suplentes na briga por uma vaga no Senado da República.
Pertencente às fileiras do PTN, o nome de Busato foi muito bem acolhido pelos demais partidos que dão sustentação à candidatura de Beto Richa ao Governo do Estado.
Entre os candidatos a deputado estadual pelo PMDB lá está o nome de Toninho do Papelão.
O Partido Verde inscreve como candidatos a deputado federal o comunicador Nivaldo “Nego” da Silva e o jornalista multimídia Tavinho “Véio Nordo” Luck.
Neori Tigrão, candidato a deputado estadual pelo PP, no chapão que inclui o Democratas e o PSDB teve seus quinze minutos de glória.
Ele foi o principal interlocutor da sua categoria, os Sindicatos dos Transportadores Autônomos de Carga do Paraná na reunião mantida com Beto Richa, no escritório de Curitiba.
Nesse encontro as lideranças dos caminhoneiros do Paraná confirmaram o apoio à candidatura de Beto Richa ao Governo do Estado.
E o Tigrão aproveitou a oportunidade para levar algumas das principais reivindicações da categoria. Uma das propostas levantadas é a criação de um grupo de trabalho para verificar a viabilidade dos preços cobrados em praças de pedágios.
“O setor vem enfrentando uma grande dificuldade com relação a esta cobrança, principalmente de eixos erguidos”, ecoa o Tigrão.
E vem aí a VI FENACO – Feijoada dos Não Colunáveis. Será no dia 10 de julho, a partir do meio dia na sede do Clube de Caça e Pesca do Paraná.
Os ingressos ao preço de 40 reais deverão ser reservados com bastante antecedência, porque na Fenaco ninguém come de graça. Contatos com o ex-prefeito Otto Cunha ou com José Domingos Liévore pelo telefone 42-8402-6600.
A feijoada, uma vez mais, será preparada pelo mestre Floriano Maichaki.
Então que sejam preparados os panelões e caldeirões para a FENACO!
Postado por as 17:38 Clique aqui para deixar seu comentario
