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Cascavel: 1º de Dezembro: Dia Mundial de Luta Contra a Aids

29/11/11 11:30

 

A Secretaria de Saúde de Cascavel, através do Cedip (Centro Especializado de Doenças Infecto-Parasitárias), está intensificando as atividades de prevenção a Aids nesta semana, quando se comemora o Dia Mundial de Luta Contra a Aids (1/12).
 
Uma ampla programação está prevista para esta quinta-feira, inclusive um laço vermelho formado por pessoas. A atividade ocorrerá no Calçadão da Avenida Brasil, em frente à Catedral Nossa Senhora Aparecida, a partir das 8h30. A ação objetiva mobilizar a população para pensar sobre o assunto e conta com apoio do Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS).
Haverá divulgação dos principais dados da doença em Cascavel, apresentação teatral e depoimentos sobre como é viver com HIV/Aids.
 
Além da mobilização em frente à catedral, que contará com a presença de voluntários e estudantes, o Cedip oferecerá teste rápido das 7 às 17 horas no próprio Centro Especializado e nas unidades de saúde. Outros parceiros estarão realizando atividades de orientação a prevenção do HIV/Aids em escolas e empresas.
 
O Colégio Interlagos receberá o teatro "E agora Maria?" às 10h e às 16h. A peça conta a história de uma mãe que encontra um preservativo na bolsa do filho adolescente e, por meio disso, faz um diálogo com o público sobre a importância da prevenção e a preocupação com o filho adolescente.
 
Alguns dados sobre Aids
 
No Brasil, conforme boletim epidemiológico de 2010, 592.914 mil pessoas estão com Aids. Por ano são notificados aproximadamente 35 mil casos novos e cerca de 11 mil pessoas morrem por meio da doença.
 
No Paraná estão registrados 28 mil casos de Aids. Em Cascavel são 912 pessoas infectadas.
 
*Entre HIV e Aids o Cedip tem registrado 1.618 casos. Nos últimos três anos são aproximadamente 110 casos novos por ano.
 
*Dos casos notificados de HIV/Aids, cerca de 43% são mulheres e 57% são homens. Desde 2009 esses dados tem se equilibrado, tendo para caso de Aids em homens um em mulheres, o que demonstra a mudança do perfil da epidemia e a importância de pensarmos a vulnerabilidade da mulher.
 
*51,4% correspondem a faixa etária de 20 a 34 anos e 36,5% a faixa etária de 35 a 49 anos.
 
*Quanto à forma de contaminação, a principal é a heterossexual (homem x mulher), seguida por relação homossexual ou bissexual, 2,5% por uso de droga injetável.
 
*O diagnóstico tardio ainda é um grande vilão dos óbitos por Aids, além da não adesão ao tratamento. Porém, é preciso pensar que esse fato se deve à grande carga de preconceito que ainda a doença traz.
 
*O Ministério da Saúde priorizou este ano a população de 15 a 24 anos, pelo aumento do número de casos, especialmente mulheres e homossexuais nessa faixa etária têm mostrado maior vulnerabilidade ao HIV. Mais informações www.aids.gov.br.
 
A coordenadora do Cedip em Cascavel, Josana Dranka, observa que o Brasil tem falado em estabilização da epidemia. “Porém, os municípios como Cascavel não estão dentro dessa realidade, pois o número de casos não tem estabilizado e nem diminuído e sim apresentado características de crescimento. Seja pela oferta de exames ou pelas condições características do Município”.
 
A data
 
Em 1987, com o apoio da ONU (Organização das Nações Unidas), a Assembléia Mundial de Saúde decidiu transformar 1º de dezembro o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS para reforçar a solidariedade com as pessoas portadoras do vírus HIV.
 
No Brasil, a homenagem vigora desde 1988, a partir de uma portaria que, seguindo o exemplo da OMS (Organização Mundial de Saúde), elabora uma campanha a cada ano para alertar a população sobre os avanços da doença.
 
O símbolo da solidariedade às vítimas da Aids e o compromisso da prevenção é o laço vermelho. 

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